
Celso Furtado
“O ponto de partida de qualquer novo projeto alternativo de nação terá que ser, inevitavelmente, o aumento da participação e do poder do povo nos centros de decisão do país.”
Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1944), Doutor em Economia (1948) pela Universidade de Paris (Sorbonne). Realizou estudos de pós-graduação na Universidade de Cambridge, Inglaterra (1957), sendo Fellow do King’s College. Participou da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. Após a participação na Força Expedicionária, atua como técnico de administração do governo brasileiro, entre 1944 e 45, tornando-se depois economista da Fundação Getúlio Vargas entre 1948 e 49.
Tendo ingressado na CEPAL em 1949, foi diretor da Divisão de Desenvolvimento, permanecendo na organização por cerca de dez anos, até 1957, colaborando com o famoso economista argentino Raul Prebisch na concepção de um enfoque estruturalista da realidade socioeconômica da América Latina, visão que marcaria os seus e os trabalhos elaborados pela instituição.
No ano seguinte, ocupa o cargo de diretor do BNDE (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico) onde permanecerá por um ano, para logo depois ser convidado pelo presidente Juscelino Kubitschek para elaborar o Plano de Desenvolvimento do Nordeste, que daria origem à SUDENE, órgão pelo qual foi responsável durante cinco anos (1959-64).
Em 1962, o recém-criado Ministério do Planejamento tem Furtado como seu primeiro titular, mas, com o advento do Regime Militar, seus direitos políticos são cassados por meio do AI-1, passando então a dedicar-se à pesquisa e ao ensino. Com a redemocratização, volta a ocupar cargos estatais e continua colaborando com trabalhos e pesquisas, sendo que a 7 de agosto de 1997 ascende à cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras e em 2003 torna-se membro da Academia Brasileira de Ciências.
Maiores informações sobre a obra e atuação deste grande intérprete do Brasil em http://www.centrocelsofurtado.org.br/
Obras de Celso Furtado:
- 1946: Contos da vida expedicionária
- 1954: A economia brasileira
- 1956: Uma economia dependente
- 1958: Perspectivas da economia brasileira
- 1959: Formação Econômica do Brasil
- 1959: A Operação Nordeste
- 1959: Uma política de desenvolvimento econômico para o Nordeste
- 1961: Desenvolvimento e subdesenvolvimento
- 1962: Subdesenvolvimento e Estado democrático
- 1962: A pré-revolução brasileira
- 1964: Dialética do desenvolvimento
- 1966: Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina
- 1967: Teoria e política do desenvolvimento econômico
- 1968: Um projeto para o Brasil
- 1969: Formação econômica da América Latina
- 1972: Análise do “modelo” brasileira
- 1973: A hegemonia dos Estados Unidos e o subdesenvolvimento da América Latina
- 1974: O mito do desenvolvimento econômico
- 1978: Criatividade e dependência na civilização industrial
- 1981: O Brasil pós-“milagre”
- 1982: A nova dependência, dívida externa e monetarismo
- 1983: Não à recessão e ao desemprego
- 1984: Cultura e desenvolvimento em época de crise
- 1985: A fantasia organizada
- 1987: Transformação e crise na economia mundial
- 1989: A fantasia desfeita
- 1989: ABC da dívida externa
- 1991: Os ares do mundo
- 1992: Brasil, a construção interrompida
- 1997: O capitalismo global
- 1997: Obra autobiográfica, 3 vol.
- 1999: O longo amanhecer
- 2001: Raízes do desenvolvimento
- 2002: Em busca de novo modelo
Trabalhos Disponíveis de/sobre Celso Furtado
Biografias
História do Pensamento Econômico – Celso Furtado (1920-2004)
Quem foi Celso Furtado – Portal Gov.br
Textos do autor
Os desafios da nova geração (Celso Furtado)
Entrevistas e documentários
Depoimento de Celso Furtado aos estudantes de economia
O longo amanhecer: uma cinebiografia de Celso Furtado (Promo Canal Curta!)
Celso Furtado Special – Roda Viva
Celso Furtado – Entrevista ao programa Vox Populi – Tv Cultura
Chico de Oliveira: Celso Furtado, a navegação venturosa para o longo amanhecer (conferência)
Artigos e ensaios
Homenagem a Celso Furtado (Theotonio dos Santos)
Pensamento econômico no Brasil Contemporâneo II – Celso Furtado (Tamás Szmrecsányi)
Celso Furtado: formação e ação (Vamireh Chacon)
Deslocamento do Centro Dinâmico em Celso Furtado (Francisco de Oliveira)
Diálogos entre Milton Santos e Celso Furtado: uma aproximação de pensadores do Brasil (Eduardo Marcusso)
Celso Furtado e o mito do desenvolvimento econômico (Clóvis Cavalcanti)
Celso Furtado e Karl Mannheim: uma discussão acerca do papel dos intelectuais nos processos de mudança social (Maria José de Rezende)
Celso Furtado e a dialética do desenvolvimento (Leda Paulani)
Autonomia, democracia e reformas estruturais, como indutores do processo de desenvolvimento no Brasil, na obra de Celso Furtado (André Cezar Medici)
Celso Furtado: de keynesiano a pós-moderno?
Celso Furtado e a administração pública: uma leitura de suas primeiras publicações (1944-1948) (Roberto Pereira Silva)
A questão regional no pensamento de Antonio Gramsci e Celso Furtado (Laurindo Mékie Pereira)
