
Oliveira Vianna
“Nossa razão, ao constituir um sistema de ideias, tem que se subordinar à realidade social, penetrar-se dela, nela buscar a inspiração, o conselho, a lição.”
Jurista, professor, etnólogo, historiador e sociólogo brasileiro nascido em Rio Seco de Saquarema, Estado do Rio de Janeiro, cuja obra sociológica caracteriza-se para subestimar a presença do negro na formação social brasileira. Filho de Francisco José de Oliveira Viana e de Balbina Rosa de Azeredo Viana, de tradicionais famílias fluminenses, estudou no colégio Carlos Alberto, em Niterói, e diplomou-se pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro (1906). Em seguida foi nomeado professor de Direito Criminal da Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói, onde se tornou professor titular (1916).
Foi, sucessivamente, diretor do Instituto do Fomento do Estado do Rio de Janeiro (1926); membro do Conselho Consultivo do Estado, consultor jurídico do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (1932-1940); membro da Comissão Especial de Revisão da Constituição (1933-1934); membro da Comissão Revisora das Leis do Ministério da Justiça e Negócios Interiores e, finalmente, nomeado para ministro do Tribunal de Contas da República (1940). Eleito em 27 de maio (1937) para a Cadeira n. 8 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Alberto de Oliveira, foi recebido em 20 de julho (1940) pelo acadêmico Afonso Taunay. Especializado em questões trabalhistas, por força da função que exercia no Ministério do Trabalho, logo no início desse importante órgão da vida nacional, faleceu em Niterói, Estado do Rio de Janeiro, em 28 de março (1951), deixando uma vasta obra escrita.
Entre seus principais livros figuraram O idealismo na constituição (1920), obra de caráter reformista, contra o sufrágio universal e o princípio federativo, Populações meridionais do Brasil (1922), resultado de longos anos de estudos e pesquisas sobre as questões da formação brasileira, Raça e assimilação (1932), um tratado antropológico de imensa repercussão e causou longas e eruditas polêmicas, principalmente porque, defendia a necessidade do caldeamento da raça negra, que julgava indispensável à integração do negro na sociedade universal, e Instituições políticas brasileiras (1955), publicado postumamente.
Obras de Oliveira Vianna:
- 1920 – Populações Meridionais do Brasil
- 1921 – Pequenos Estudos de Psicologia Social
- 1922 – O Idealismo na Evolução Política do Império e da República
- 1923 – Evolução do Povo Brasileiro
- 1925 – O Ocaso do Império
- 1927 – O Idealismo na Constituição
- 1930 – Problemas de Política Objetiva
- 1932 – Raça e Assimilação
- 1932 – Formation ethnique du Brésil coloniel
- 1938 – Problemas do Direito Corporativo
- 1939 – As Novas Diretrizes da Política Social
- 1942 – Os Grandes Problemas Sociais
- 1949 – Instituições Políticas Brasileiras, 2 vol.
- 1958 – Introdução à História Social da Economia Pré-Capitalista no Brasil
Trabalhos Disponíveis de/sobre Oliveira Vianna na Internet
Sites Biográficos
Dissertações de Mestrado
Oliveira Vianna e a legislação do trabalho no Brasil (1932-1940) (Hélio Mário de Arruda)
Artigos e Ensaios
Oliveira Vianna entre mitos, utopias e símbolos de brasilidade (Elizabeth Cancelli)
O método de produção de conhecimento em Oliveira Vianna (André Luis Pelliccione)
O Autoritarismo em Oliveira Vianna (Karin Mandelli Matos)
Leituras da Colonização Portuguesa no Brasil do Século XX (Maria Emilia Prado)
Oliveira Vianna e os dilemas da ação coletiva no Brasil (Antonio Brasil Junior)
Liberalismo e democracia na sociologia política de Oliveira Vianna (Ricardo Silva)
Da Revista do Brasil ao Brasil em Revista: breve análise da trajetória editorial de Oliveira Vianna
Oliveira Vianna, entre a escrita sociológica e a escrita de ação (Maria Stella Bresciani)
Ideologia de Estado Autoritário no Brasil (Ricardo Silva)
Museu
